Idosa desaparecida com a enchente é encontrada em Manfrinópolis
POLICIAL
12 de Dezembro de 2015

Depois de cerca de 46 horas de buscas foi encontrado no final da tarde desta sexta-feira (11), o corpo da aposentada Josephina Paris, 78 anos. A idosa foi a segunda vítima fatal da catástrofe climática que atingiu a pequena cidade de Manfrinópolis, distante cerca de 30 km de Francisco Beltrão.
Dona Josephina, a exemplo de tantos outros, teve a casa arrastada pelas águas do Rio Encantilhado, que corta a cidade e transbordou no começo da noite de quarta-feira (09) quando choveu mais de 200 mm na região. O corpo dela foi encontrado por Bombeiros e Policiais Militares que faziam as buscas desde a data da enchente. O corpo estava distante cerca de mil metros do local onde a idosa morava.
Conforme o Major Antonio Schinda, comandante do Corpo de Bombeiros, foram dois dias de trabalho árduo que mobilizou todas as instituições de segurança e a população, além do GOST (Grupo de Operações de Socorro Tático) do Corpo de Bombeiros do Paraná que veio ao sudoeste trazendo dois cães farejadores. “Esperávamos encontrar a senhora ainda com vida, mas infelizmente foi dessa maneira. O corpo estava em meio a muita lama e entulhos que ficaram acumulados na margem do rio depois que a água baixou. Nesse local estima-se que a água tenha subido 8 metros acima do nível normal”, disse Schinda em entrevista à Onda Sul FM.
Familiares de dona Josephina, que auxiliavam nas buscas, acompanharam a remoção do corpo ao IML de Francisco Beltrão. A filha Lurdes Paris dos Reis mora em Caxias do Sul (RS) e só conseguiu chegar em Manfrinópolis na quinta-feira (10) à noite. Ela e o marido ajudaram nas buscas o dia todo, na sexta-feira e ficaram aliviados com a localização do corpo. “Não era essa a cena que eu queria ver, tinha esperança dela estar viva, mas pelo menos assim temos o corpo para fazer o velório e o enterro que ela merece, por que ela era uma pessoa muito querida aqui em Manfrinópolis. Apesar da situação que foi ela conseguiu realizar o desejo que sempre teve, que era de morrer no lugar onde praticamente construiu sua vida”, relatou a filha.
Lurdes aproveitou para agradecer todas as pessoas que doaram seu tempo a fim de encontrar Josephina. “Agradeço de coração em nome da nossa família, aos amigos, policiais, bombeiros, enfim todos aqueles que desde quarta estavam procurando minha mãe, que Deus vos abençoe e obrigado”, disse.

(Fonte: Evandro Artuzzi)

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